sexta-feira, 9 de maio de 2014

Em Construção: Marmon "Wasp" 1911 MIniatura nº 24

Nesta vigésima quarta miniatura, eu abordei um carro dos anos 10 o que ainda não havia feito. Escolhi este modelo pela singularidade do projeto e pela história maravilhosa deste carro. A Marmon Motor Company, produziu entre 1903 e 1933 250 mil veículos, sendo hoje em dia uma das marcas extintas mais raras, tendo cerca de 350 exemplares existentes (entre eles o Marmon "Wasp"). O Marmon "Wasp" (Wasp devido a sua cor amarelo e preto e a traseira semelhante a uma vespa) foi projetado e construído para correr a  prova Inaugural das 500 milhas de Indianápolis que ocorreu em 30 de Maio de 1911. Era uma prova que iria pagar o maior prêmio já oferecido até então em uma corrida de automobilismo: $ 27.000 dólares (em 1911 isto era um bocado de dinheiro). Atraiu 46 competidores da Europa e Estados Unidos, sendo classificados 40 competidores. O Marmon foi o primeiro carro monoposto conhecido na história do automobilismo (os carros de corrida só passariam a ser monoposto em 1934, com a regra da categoria Grand Prix), os demais carros tinham dois lugares. Os outros competidores questionaram a participação do carro, alegando perigo em ultrapassagens, pois uma das funções do mecânico/co-piloto era ver quem vinha atrás ! Por este motivo, Ray Harroun piloto do Marmon, introduziu o que acredita-se ser o primeiro retrovisor em um automóvel. O Marmon levava a vantagem de pesar menos por ser monoposto. Mesmo assim foi mal qualificado, e saiu em 28º lugar. O Marmon bateu todos os outros concorrentes vencendo a prova, isto gerou um record que não foi batido até hoje em Indianápolis. Ray Harroun foi engenheiro e designer do Marmon. Ele tinha 29 anos quando alcançou esta vitória histórica. Em 1961 no 50º aniversário das 500 Milhas, Harroun voltou a pilotar o Marmon em outro momento histórico.

O carro:

 













Características técnicas:

País de origem: Estados Unidos 
Motor: frontal, longitudinal, 6 cilindros em linha,
Cilindrada/Potência: 9.8 litros, n/e
Câmbio: de 3 marchas  
Freios: a tambor nas rodas traseiras com acionamento a varão   
Chassi: tipo escada
Suspensões: (Dianteira/Traseira) eixo rígido, molas semi-elípticas, amortecedores de fricção 

A miniatura: encontra-se em construção 

Peças do Marmon: Amortecedores traseiros/dianteiros, manivela de partida, alavanca de freio, tampa do tanque de combustível, asa traseira, guia da alavanca de freio, bomba manual de gasolina. Algumas sem pintura. 

Peças secando depois da pintura: Eixo dianteiro, rodas, retrovisor, barra de direção, tampa traseira do tanque de combustível, e feixes de mola dianteiros, 

Banco do piloto, volante e diferencial e feixes de mola traseiros 

Carroceria do Marmon em fase de preparação com lixas para a pintura

Carroceria do Marmon 

Carroceria do Marmon

Carroceria do Marmon

Carroceria do Marmon

Carroceria do Marmon

Carroceria do Marmon

Carroceria do Marmon

 

domingo, 20 de abril de 2014

Nova Miniatura: Cisitália 204 Abarth 1950 Miniatura nº 23

Nesta vigésima terceira miniatura, eu continuei abordando os carros spyder de corrida Italianos. A Cisitália 204 Abarth, foi o carro leiloado no evento Motostalgia/2013, no qual participei com várias miniaturas. Atuando como representante da marca Porsche na Itália Carlo Abarth ingressou na Cisitália em 1947,  pequena empresa fundada por Piero Dusio, que queria desenvolver um carro de corrida em conjunto com a família Porsche. Pouco menos de dois anos depois, a Cisitália fecharia as portas, e Carlo Abarth recebeu alguns carros da Cisitália em vários estágios de construção. Abarth havia ajudado a desenvolver a pequena Cisitália 204, com influência da mecânica Porsche, com a suspensão dianteira por barras de torção, e a traseira com feixe de molas transverso. O pequeno motor de origem Fiat com 1089 de deslocamento, foi preparado para render 80 hp usando combustível com 50% de alcool. A carroceria aerodinânica projetada por Giovanni Savonuzzi, em conjunto com esta mecânica, resultou em um carro leve (510 kg) e muito ágil. O piloto escolhido foi Tazio Nuvollari, já quase aposentado das corridas, após uma brilhante carreira. Nuvollari correu a famosa prova de subida de montanha Palermo-Montepellegrino, que lhe rendeu o último troféu da carreira. O carro leiloado no evento Motostalgia/2013, é justamente o carro que Nuvollari pilotou nesta lendária prova.

O carro:







Características técnicas:

País de origem: Itália
Motor: frontal, longitudinal, 4 cilindros em linha, duas válvulas por cilindro OHV
Cilindrada/Potência: 1089 litros,  80 hp
Carburador 2 Weber 36 DR4SP
Câmbio: de 4 marchas Fiat
Freios: a tambor nas quatro rodas (Hidráulicos)
Chassi: tubular de aço
Corpo: em Alumínio Motto
Suspensões (Dianteira): barras de torção transversas, braços gêmeos e amortecedores hidráulicos
Suspensões (Traseira): eixo vivo, feixe de molas transverso e amortecedores hidráulicos.


A miniatura: De altíssimo grau de dificuldade na execução, a miniatura retrata com profusão de detalhes este maravilhoso carro.  Status: à venda preço sob consulta

Cisitália 204 Abarth 1950

Cisitália 204 Abarth 1950

Cisitália 204 Abarth 1950

Cisitália 204 Abarth 1950

Cisitália 204 Abarth 1950

Cisitália 204 Abarth 1950

Cisitália 204 Abarth 1950

Cisitália 204 Abarth 1950

Cisitália 204 Abarth 1950

Cisitália 204 Abarth 1950

Cisitália 204 Abarth 1950

Cisitália 204 Abarth 1950

Cisitália 204 Abarth 1950

Cisitália 204 Abarth 1950

Cisitália 204 Abarth 1950

Cisitália 204 Abarth 1950

Cisitália 204 Abarth 1950

Cisitália 204 Abarth 1950

Cisitália 204 Abarth 1950

Cisitália 204 Abarth 1950

Cisitália 204 Abarth 1950

Cisitália 204 Abarth 1950

Cisitália 204 Abarth 1950


quarta-feira, 19 de março de 2014

Grandes pilotos do passado: Hellé-Nice a história de uma mulher ousada

Caros leitores, dando sequência aos posts sobre alguns dos grandes pilotos do passado, e que pilotaram os carros que eu retrato em miniatura, gostaria de falar um pouco sobre uma grande mulher e piloto do passado Hellé-Nice.

Hellé-Nice era o pseudônimo de Mariette Hélène Delange, nascida em Ausnay-sous-Auneau na França em 15 de Dezembro de 1900, filha de um funcionário dos correios. Desde cedo com o temperamento rebelde, e muito ousada para as mulheres da época, tornou-se dançarina do Cassino de Paris, onde adotou o pseudônimo, pelo qual ficaria conhecida. Ela tinha muitos amigos homens e talvez por isto, desenvolveu uma paixão por carros. Hellé-Nice no começo dos anos 30 adquiriu uma Bugatti type 35 e começou a participar das competições de automobilismo, na categoria Grand-Prix, e em outras provas importantes. Ela correu lado a lado com os maiores pilotos da época, tais como Tazio Nuvolari, Louis Chiron e Achille Varzi. Ganhou a simpatia do público e dos colegas por sua dedicação e esforço. Em 1934 ela adquiriu um Alfa Romeo 2300 Monza, que foi pintado de Azul (cor oficial da França nas corridas). Em 1936 ela participou do grande prêmio do Brasil, disputado no circuito da Gávea nas ruas da zona sul do Rio de Janeiro, prova conhecida na época como "Trampolim do Diabo". A sociedade do Rio de Janeiro da época ficou um tanto escandalizada com aquela mulher que dirigia automóveis de corrida, usava calças como um homem e ainda por cima fumava !  Ela competiu nesta prova com os grandes nomes do automobilismo do Brasil na época: Barão de Teffé, Carlo Pintacuda e Chico Landi. Terminou esta prova em oitavo lugar, porém deixou uma profunda impressão no público. Os competidores desta prova foram convidados a correr em São Paulo, o grande prêmio da cidade, cujo circuito também de rua, ficava nos limites das ruas Colômbia, Estados Unidos e Canadá, sendo a linha de chegada na Avenida Brasil. O público assistia a estas provas, espalhado pelas calçadas, nas janelas e em todo lugar onde se pudesse ter uma visão melhor. As duas Alfas vermelhas eram as favoritas e saltaram na frente logo na saída, Pintacuda e Marinoni lideravam com folga. Hellé-Nice estava em terceiro lugar, quando parou para abastecer, e ainda assim reassumiu em quarto lugar.  Hellé-Nice vinha recuperando vantagem, e voltou a disputar o terceiro lugar com Barão de Teffé. Os dois carros cruzaram a linha de chegada emparelhados para a última volta, foi quando nesta última volta, que houve uma confusão na platéia, e até hoje não se sabe como, foi arremessado um fardo de feno no meio da pista, e Hellé-Nice bateu nele a 160 Km/h, fazendo com que o seu carro ficasse desgovernado, e capotou duas vezes, atingindo várias pessoas que assistiam a prova. Seu corpo foi lançado para fora do carro, e atingiu um policial, que veio a falecer.  Hellé-Nice sofreu traumatismo craniano. O saldo de vítimas do acidente, foi de seis mortes e trinta pessoas feridas. Após dois meses de internação para cuidar dos ferimentos,  Hellé-Nice após a recuperação, ficou traumatizada com o acidente e nunca mais quis competir. Ela faleceu em 1984 de causas naturais. Ficou marcada para sempre como a primeira mulher piloto, e como uma grande mulher a frente de seu tempo.


 Hellé-Nice

 Hellé-Nice com a Alfa 2300 Monza 

 Hellé-Nice com a Bugatti type 35 

Alfa Romeo 2300 após o acidente em São Paulo 


 Hellé-Nice em pose vitoriosa 


Miniatura da Bugatti Type 35 pilotada pela Hellé-Nice 

MIniatura do Alfa Romeo 2300 Monza pilotado pela Hellé-Nice